Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

COLAPSO NO ÁRTICO

COLAPSO NO ÁRTICO (The Last Winter), 2007

O gelo e a proximidade de um local em relação aos hemisférios extremos da Terra (Sul ou Norte), já inspirou muitos roteiristas e diretores a criarem histórias onde os protagonistas sofrem - ou pelo menos acreditam sofrer - dos efeitos que a temperatura, luminosidade e rotação causam no homem. Em alguns casos, apenas a paisagem alva das locações deixa os acontecimentos do filme muito mais emocionantes e penetrantes. Como exemplos, temos o bom thriller Insônia (Chris Nolan, 2002) passando-se no Alaska; o genial Fargo (Joel Coen, 1996) no gélido Estado de North Dakota-EUA; e o assustador O Enigma do Outro Mundo (John Carpenter, 1982), na isolada Antártida.

Colapso no Ártico, do diretor Larry Fessenden tem as nuances do filme de Carpenter, porém utilizando um tema em voga que está se tornando clichê ultimamente: o Aquecimento Global. O filme é uma mescla de dados concretos científicos com o toque de terror oriundo da criatividade de Fessenden.

Tudo começa quando uma equipe de pesquisadores que trabalham para uma empresa de exploração de petróleo começam a ter estranhos comportamentos devido ao isolamento, à trabalhos pesados e supostos espíritos da natureza que estariam se rebelando contra a prática de exploração do líquido negro - e seu consequente mau-trato à natureza, ocasionando o aumento da temperatura -, que é nada mais do que matéria orgânica de animais e plantas que viveram há milhões de anos. Todos querem fugir dali, inclusive o herói do longa, James (James LeGroff, Zodíaco), que descobre elevados aumentos de temperatura e abalos na densidade da estrutura do gelo, mas as forças ocultas estão agindo contra.

O visual do filme, amparado pelas tomadas aéreas em abundância, pincelando o gelo ártico é lindíssimo. O grandalhão Ron Perlman encarna o engenheiro "bronco" Ed Pollack, que não acredita em mistérios sobrenaturais e tenta a qualquer custo encorajar seus colegas a não deixar a base, por conta dos eventos bizarros que se sucedem.

Não fosse o inevitável toque final de terror B que o roteiro demanda, o filme poderia ser um bom suspense, já que fotografia e edição são muito boas e Fessenden soube usar esses recursos com competência. Um filme gelado que vale a pena ser conferido sem precisar botar a cerveja no freezer.

6 comentários:

Museu do Cinema disse...

Realmente Rogério, Fargo tem essa coisa com o frio sim, assim como Twin Peaks, e o Insônia que vc tb mencionou.

Interessante!

Kamila disse...

Rogerio, mesmo com sua ótima recomendação, acho que este é o tipo de filme que eu não assistiria.

Rogerio disse...

Entao Cassiano, eu adoro filme na neve. Acho o cenario perfeito pra crimes e misterios.

Kamila, pode ver sem medo que nao tem "sanguera" hehe. Como disse, ele é meio suspense, e a fotografia é bacana.

Vinícius P. disse...

Fiquei interessado nesse filme, já vi bastante elogios a respeito dele - se encontrar na locadora, com certeza irei conferir!

Anônimo disse...

Assisti o filme. Gostei das paisagens. Quanto ao enredo do filme nada de espetacular na minha modesta opinião.

Rogerio disse...

Anonimo, nada espetacular, mas o filme é bom. As paisagens são otimas.
Grato pela visita